Para quem parte, sem levar o que não viveu, fica apenas o meu não-sorriso velado pela renda branca do meu véu. Não há santidade na minha escuridão. Meu véu não esconde a derrota da tarde de domingo. Mas eu levo comigo. Levo o leve tremer de suas pupilas durante nosso gozo. Carrego, leve, o gosto do levedo da cerveja de sua boca. E a tristeza do seu transfigurado sim.
Sim
Não
Talvez
Para você que parte assim, cansado de prazer e tesão, fico com as pernas bambas e abertas. Fico e carrego o seu não-filho, vou e carrego-te incrustado nos meus mamilos. Naquela calmaria de tarde praiana, levo seu líquido quente escorrendo nas águas mornas do mar. Numa tarde de domingo há milênios projetada.
Nossa tarde de domingo presente...
presente, para quem fica.
Lais Mouriê
No ouvido: A ostra e o vento, Chico Buarque



7 ditos de lá:
Arde
Ar de
Fim de tarde
Mouriê...
Delícia de blog, gostei =)
Meus domingos sempre foram entediados!!!Rsss
bjo de caf�
Adorei teu blog.
Achei lá na comu Prazeres Amélie Poulain.
=D
Que os presentes estejam sempre presentes em nossos olhos.
Abraços!
Que desabafo!!! Ufa!!!
Que profundidade!!!
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